Social DWG Assessoria | DWG Assessoria
Posted by: In: Blog, Noticias 30 jul 2020 0 comments

Desde o início da pandemia, muitos insistem que os “idosos são mais frágeis diante da COVID-19“, uma ideia respaldada pelas estatísticas, mas que deve ser acompanhada de outros fatores.

Risco aumenta com a idade

“O risco de a doença se agravar aumenta com a idade, a partir dos 40 anos”, destaca a Organização Mundial da Saúde (OMS), que estabelece que qualquer pessoa com “mais de 60 anos” entra no grupo de risco (junto com pacientes com doenças crônicas).

Os dados publicados desde o surgimento da epidemia mostram um “risco aumentado” significativo a partir dos 60 anos.

Segundo um estudo publicado em 31 de março na The Lancet, a taxa de mortalidade de pacientes chineses com entre 60 e 69 anos de idade seria de 4%, superior à de 1,4% de todos os pacientes.

A taxa dos septuagenários seria de 8,6% e a de 80 anos ou mais, de 13,4%.

A proporção de pacientes que necessitam de hospitalização também aumenta com a idade: 4,3% para aqueles com entre 40 e 49 anos; 11,8% para a faixa dos sessenta e 18,4% para os octogenários.

Não é apenas a idade que conta

No entanto, “a idade não pode ser limitada apenas ao número de anos”, destaca a Academia Nacional de Medicina da França, que ressalta que esses “dados estatísticos incontestáveis” são, acima de tudo, um “reflexo” do estado de dependência e dos problemas de saúde, mais frequentes à medida que a idade avança.

Por outro lado, as incógnitas em torno da COVID-19 complicam a identificação precisa das pessoas em risco.

“Nós sabemos como fazer uma avaliação padronizada da vulnerabilidade de um paciente mais velho” com base em comorbidades (doença crônica ou pulmonar, diabetes, obesidade …), mas também com base em seu estado psicológico, nutricional e cognitivo, disse à AFP Olivier Guérin, presidente da Sociedade Francesa de Geriatria e Gerontologia (SFGG).

“No entanto, atualmente não temos dados suficientes para dizer, dentro dessa síndrome de fragilidade, quais elementos” influenciam mais “a alteração da resposta ao vírus”.

Confinamento também apresenta riscos

O isolamento, imposto para minimizar o perigo associado ao coronavírus, também implica uma série de riscos para os idosos.

Vários médicos alertaram que o confinamento pode gerar, em pessoas muito vulneráveis, um alto grau de sofrimento psicológico que pode ser muito prejudicial.

Em outros casos, o desafio está em preservar sua autonomia, pois a deterioração muscular causada pela falta de atividade física ou má alimentação pode aumentar a vulnerabilidade do idoso.

Além disso, por medo de serem infectados, muitos pacientes param de consultar o médico, de modo que os serviços de emergência estão recebendo “idosos com doenças crônicas mais descompensadas que o habitual”, como insuficiência cardíaca, enfatiza Guérin.

“Também devemos desconfinar essa população, em parte. Se não, eles vão morrer, mas de outra coisa”, insiste.

FONTE: https://exame.com/ciencia/ate-que-ponto-os-idosos-sao-vulneraveis-ao-coronavirus/

Posted by: In: Blog, Destaques 30 jul 2020 0 comments

Uma casa de repouso foi interditada esta semana pela Vigilância Sanitária no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo. Dois moradores morreram e outros dez são suspeitos de terem sido infectados pelo novo coronavírus. Entre os funcionários, há quatro casos confirmados e outros cinco suspeitos, além de um óbito em investigação. Os residentes foram transferidos para unidades de saúde e casas de familiares entre os dias 18 e 19 de maio.

O espaço, que funcionava há cinco anos, já estava em processo de interdição por “irregularidades físicas, higienização precária e denúncias de negligência”, segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde. Em uma entrevista à TV Globo, uma funcionária que não quis se identificar informou que os equipamentos de proteção eram reutilizados.

A proprietária do espaço, Regina Anis, disse que à emissora que quando a pandemia começou pediu para os funcionários economizarem o material, já que eles não estavam à venda nas farmácias.

No interior de São Paulo, já são 29 o número de idosos residentes em asilos que morreram após contrair a doença. Em todo o Estado, são quase 600 centros de acolhimento públicos ou conveniados, abrigando cerca de 20 mil idosos. O maior número de mortes aconteceu em Piracicaba, onde 13 idosos morreram com a doença em dois asilos.

O Estadão não conseguiu contato com os responsáveis pela casa de repouso.
Posted by: In: Blog 30 jul 2020 0 comments

Primeiros a serem citados como grupo de risco para o novo coronavírus, os idosos logo se viram na necessidade de se isolar para evitar a infecção por uma doença que poderia ser fatal. Assim, Orfeu, de 90 anos, deixou de fazer caminhadas à beira-mar. Norma, de 81 anos, só sai de casa para ir ao médico. No entanto, mesmo com a rotina alterada, eles não se sentem sozinhos e reproduzem o perfil encontrado por uma pesquisa realizada por quatro centros com serviço de geriatria que apontou que 95,2% dos idosos reduziram as saídas de casa, mas apenas 5,3% relataram sentir solidão.

Desde abril, os 557 participantes da pesquisa, que têm entre 60 e 100 anos, começaram a ser entrevistados por telefone para um levantamento que vai durar seis meses. O estudo inclui perguntas sobre medidas de prevenção adotadas, frequência de saídas, recursos de comunicação usados para falar com parentes e amigos, atividade física e saúde mental. As conversas duram de 20 a 30 minutos.

“Quando começou a quarentena, a gente começou a receber muitas ligações dos pacientes. Era muita ansiedade e percebemos que não ia ser fácil – mas eles estão aderindo bem às recomendações. Os idosos que relatam impacto são os que tinham vida muito ativa, rotina na rua e atividades. No entanto, quando olhamos a escala de solidão, ela está em níveis baixos. O que dizem é que recebem ligações todos os dias, que estão se sentindo mais acolhidos do que antes”, explica Daniel Apolinário, geriatra do HCor e um dos coordenadores do estudo, conduzido pelo serviço de geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, pela unidade de cardiogeriatria do Instituto do Coração (InCor), pelo Hospital do Coração (HCor) e pelo serviço de oncogeriatria do Instituto do Câncer do Estado (ICESP).

O aposentado Orfeu Muriccone, de 90 anos, aderiu ao isolamento mas não deixou de manter contato com as pessoas. Por telefone, fala diariamente com as duas filhas – uma de Sorocaba e outra da capital. Na Praia Grande, onde mora, interage com os vizinhos por meio dos quitutes que prepara. “Gosto de mexer na cozinha, sei cozinhar. Faço bolo, docinhos, pão. Estou fechado em casa mas tenho muita liberdade com o pessoal do prédio.”

Bailinhos

A dona de casa Norma Alvarenga Peixoto da Costa Lobo, de 81 anos se define como uma “mulher biônica”. Com problemas cardiovasculares, tem nove stents, mas isso não a impedia de ter uma vida ativa. Viajava com amigas, fazia ginástica. “Eu gostava mesmo era dos bailes da terceira idade.

Aí, a pandemia parou tudo.” Formada em psicologia, Norma não se deixa abalar pelo isolamento. “Eu aceito tudo que vem. Não vou entrar em desespero nem em depressão.”

A redução da prática de atividades físicas foi um dado que preocupou o grupo de pesquisadores. De acordo com o estudo, 57 8% dos idosos afirmaram que, em fevereiro, não faziam exercícios. Em abril, 72,8% afirmaram que estavam sedentários e o índice subiu para 77,8% em junho. Entre os ativos, 17,2% afirmaram que se exercitavam antes da quarentena. O número passou para 9,2% em abril e atingiu 4,5% em junho. “Houve uma queda violenta de níveis de atividade física e essa é uma preocupação de longo prazo. É uma população de alto risco, que vai ficar muito tempo em quarentena. Eles foram os primeiros a entrar e devem ser os últimos a sair”, diz Apolinário.

Também chamou atenção a ansiedade dos participantes. “A taxa de ansiedade é relativamente alta. Nos estudos, ansiedade e depressão têm prevalência semelhante. Aqui, a taxa de ansiedade é quase o dobro da de depressão. No começo, eles tinham medo de se infectar, houve preocupação com o desemprego.” Em abril, 17% relataram ansiedade e o número chegou a 19,5% em maio. Em junho, caiu para 14,9%. No caso da depressão, os índices foram 8,5%, 11 9% e 9%, respectivamente. Já de solidão, foram 15,4%, 7% e 5,3%.

FONTE: https://exame.com/ciencia/idosos-saem-menos-mas-poucos-reclamam-de-solidao-diz-estudo/

Posted by: In: Blog 30 jul 2020 0 comments

Antes do surgimento do novo coronavírus, muitos avós ajudavam na criação dos filhos, enquanto os pais estavam trabalhando. “No mundo antes da pandemia, quando muitas crianças viviam com os avós enquanto os pais trabalhavam e, por isso, muitos faziam parte o dia a dia dos pequenos, esse processo se naturalizou”, afirma a psicopedagoga e orientadora educacional do colégio MOPI Adriana Ferreira.

De acordo com o estudo Berlin Aging Study (BASE) divulgado em janeiro, avós que cuidam de netos têm 37% menos risco de morte do que adultos da mesma faixa etária que não cuidam de ninguém.

Já uma pesquisa realizada em 2016 pela Universidade de Boston e corroborada por outro estudo da Sociedade Americana de Gerontologia em 2014 avaliou famílias entre 1985 e 2004 e revelou que a proximidade emocional entre netos e avós protege ambos da depressão e de outros transtornos mentais.

O relacionamento dos netos com os avós favorecem as habilidades socio emocionais. “Eles trazem relações da ascendência para crianças e jovens. Isso é muito gritante em comunidades indígenas, por exemplo. E esse também é o papel dos avós.

Nessa relação, por eles já terem uma caminhada ao longo da vida, eles trazem um tipo de ensinamento ligado às habilidades socioemocionais para a família de compreensão, paciência, resiliência, uma vez que há uma história por trás de acontecimentos, fatos e exemplificações que eles trazem para a vida tanto dos filhos como dos netos. Nesse processo de habilidades, não só na questão da aprendizagem formal, crucial e na qual os avós têm uma importância muito grande, eles também trazem um olhar mais maduro para esse desenvolvimento”, ressalta a psicopedagoga.

O professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie Eduardo Fraga Almeida Prado explica que esse convívio promove um fortalecimento da autoestima da criança. “Sentir-se aceito e amado pelos avós, assim como sentir-se aceito por seus pares é relevante e contribui para a construção de autoestima elevada em qualquer criança. Sentir-se amado pelos avós contribui para que a criança se desenvolva com a crença de que é alguém que possui qualidades e é digna de ser amada. Bons relacionamentos são verdadeiros ‘alimentos afetivos’, tanto para a criança quanto para os avós”, declara. Para os idosos, conviver com as crianças é uma oportunidade de ver o desenrolar de novas gerações.

Com a pandemia, muitos idosos, classificados como grupo de risco para covid-19, tiveram de ficar isolados de seus netos. O contato contínuo foi diminuído, pois muitos pais estão trabalhando de casa. Com isso, as famílias perceberam ainda mais o quanto fundamental e parceiros os avós são. “Com o isolamento social, principalmente para as crianças que viviam diariamente com seus avós, é possível perceber essa falta, a ausência desse acolhimento, uma vez que muitos avós acabaram se afastando dos netos porque estão no grupo de risco e precisam se manter isolados. E essa maior valorização dos avós é traduzida porque eles entendem o neto só no olhar. A saudade é diminuída por videochamadas, mas falta o caloroso abraço, a presença” afirma a psicopedagoga Adriana Ferreira.

Em 2020, o Dia dos Avós está sendo celebrado em meio à pandemia do novo coronavírus. O professor de Psicologia do Mackenzie Eduardo Fraga Almeida Prado alerta que é importante manter o distanciamento físico, principalmente para preservar os avós. “A preservação da saúde daqueles que amamos deve ser o eixo norteador de qualquer forma de interação nos dias atuais”, enfatiza. Por isso, manter contato de forma virtual e trocar presentes de forma remota é a recomendação dada pelo especialista para não perder as demonstrações de carinho tão importantes.

Já que abraço e o beijo não são possíveis, a sugestão é que o neto expresse por meio de palavras, desenhos, vídeo gravado ou mensagem de voz o quanto seus avós representam para a vida dele. Diga o quanto ele é relevante, o quanto está sentindo falta.

Para Adriana Ferreira, o isolamento social trouxe uma oportunidade de avaliação do que é realmente importante em nossas vidas. “E, para muitos pais, a presença dos avós na rotina dos pequenos, levando para a escola, compartilhando períodos do dia enquanto os pais trabalhavam, deve ser notada como valorosa, o quanto a presença, o carinho e o afeto são importantes para a formação dos netos. No período pós-pandemia, esses avós poderão voltar a ajudar filhos e netos na educação dos pequenos. Que não caia no esquecimento o fato de que os avós têm valor inestimável”, conclui.

FONTEhttps://exame.com/casual/dia-dos-avos-a-relacao-com-os-netos-melhora-a-qualidade-de-vida/

Posted by: In: Blog 30 jul 2020 0 comments

A Defensoria Pública (DP) do Estado de São Paulo impetrou habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar, para imediato relaxamento ou revogação de todas as prisões preventivas e temporárias de pessoas com 60 anos ou mais, decretadas em decisões de primeira instância. O pedido inclui ainda a concessão de saída antecipada para todas as pessoas idosas presas nos regimes fechado e semiaberto.

Segundo a Defensoria Pública, pessoas nessa faixa etária são consideradas especialmente vulneráveis ao novo coronavírus, causador da covid-19.

De acordo com a defensoria, o habeas corpus foi proposto primeiro ao Tribunal de Justiça do Estado (TJSP), que, após 37 dias, indeferiu liminarmente o pedido. Encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, (STJ), o pedido também foi negado. “Assim, a defensoria impetrou o novo remédio constitucional perante o STF”, diz a DP.

Segundo os defensores públicos responsáveis pelo pedido de habeas corpus, das 221 mil pessoas encarceradas no estado de São Paulo, 3.089 são idosas, e a medida solicitada está amparada em recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.
Conversar
Olá podemos lhe ajudar?